domingo, 16 de março de 2008

Inicio de um argumento

Escrevi este texto para o forum triskelion, é uma espécie de argumento. Se alguem desejar contribuir esteja a vontade.


Tudo começou uma tarde quando o [u]sub[/u] (nome a designar) contactou a [u]Domme[/u] (nome a designar) através de um fórum vocacionado para a temática BDSM (algo do tipo do Triskelion), após alguns dias de contactos via net (msn, fórum, chat) e telemóvel, resolvem encontrar-se para um cafezinho.

Á entrada do café, [u]sub[/u] senta-se junto a porta como combinado e espera pela [u]Domme[/u]. Passado alguns minutos e ela chega e pergunta-lhe:
- És o [u]sub[/u], certo?
- Sim sou. Respondo sem dirigir o meu olhar para a sua face.
- Já tomas-te alguma coisa? Pergunta-me
- Ainda não, cheguei a poucos minutos e o empregado ainda não pode vir me atender. Respondo-lhe, continuando sem dirigir o meu olhar.
Chega o empregado e pedimos dois cafés. Este afasta-se e voltamos a nossa conversa.
- Podes olhar para mim, não te vou bater, pelo menos, não agora. Responde-me ela sorrindo.
Olho e fico por breves instantes a apreciar a sua beleza, ela é morena, de pele clara, olhos esverdeados, cabelos mais ou menos longos ondulados, corpo normal, mulher na casa dos 25-30 anos.
- És como te descreves, moreno, cabelos curtos negros, olhos castanhos, um bocadinho para o forte, mas não muito. Que idade tens ao certo? Pergunta-me
- 28. Respondo-lhe
Ela retira um pequeno bloco de notas da carteira, e começa a folheá-lo.
- Quando uso a net, tenho o hábito de tirar notas, acho que já to tinha dito, não? Pergunta-me
- Não, mas esteja a vontade? Respondo calmamente sem problemas.
- Pelo que falamos nestes últimos dias, és switcher mas preferes ser sub, pelo menos perante mulheres. Tens alguma experiência em quer como sub e Dom, mas já há algum tempo a esta parte que dentro do bdsm não fazes nada? Pergunta-me
- Sim é verdade, como lhe tinha dito anteriormente, iniciei-me dentro do contexto BDSM com uma ex-namorada com quem vivi e enquanto durou a nossa relação, fomos experimentando e aos pouco estabelecendo o que gostávamos e o que não gostávamos, éramos os dois os switcher.
- Sim estou a ver, mas e agora estás envolvido numa relação ou não tens ninguém na tua vida?
- Neste momento, estou livre de qualquer relação. Terminei há algum tempo uma, porque ambos já não sentíamos atracção um pelo outro.
- E nesta ultima relação era inserida no contexto bdsm ou não?
- Apesar de ter tentado abordar o assunto, ela não estava muito interessada. Não era algo que a atrai-se.
- Compreendo, e foi só por isso que acabaram?
- Não, não apenas por isso, a chama nunca foi muito forte.
- Ok, agora ao que realmente interessa. Estás pronto para iniciar uma relação DS? Diz-me quais os teus limites? Diz-me ela com um ar decidido.
- Não me agrada nada que tenha a ver com medical-play, zoofilia, menores, esse tipo de práticas.
- O que gostas?
- Bondage, role-play, algemas, vendas, spanking, este tipo de práticas.
- Se eu quiser te mostrar aos meus amigos(as), terias algum problema? Actividades em publico? Gostas de encarnar personagens?
- Hum… estou a ter umas ideias óptimas para fazer contigo. Já agora o que sabes fazer em casa?
- Para alem dos trabalhos básicos quer como electricista, arranjar umas tomadas, trocar lâmpadas, coisas assim , também me desenrasco como de canalizador e tenho algum jeito para carpintaria…
- Sim, mas não me referia a esses trabalhos, referia-me aos outros…
- Outros…? Pergunto, já com alguma curiosidade.
- Sim, sabes que por aquilo que falamos anteriormente, gostas de role-play. Tenho algumas personagens em mente para tu interpretares.
- Ok, Se me permite gostaria de fazer algumas perguntas?
- Claro, reservo-me o direito de as responder ou não.
- Tem mais algum sub?
- Se te aceitar serás o único sub masculino de momento, mas tenho subs femininas?
- Se me aceitar onde teremos as nossas sessões?
- Caso te escolha irás para uma pequena propriedade que herdei recentemente, não muito longe daqui, é relativamente perto pelo menos de carro.
- Se não for indiscrição o que faz, está com alguém?
- A segunda parte da pergunta é um pouco pessoal, mas se realmente queres saber sou professora num colégio privado e neste momento apenas estou com as minhas subs, como tu também a minha última relação terminou porque não partilhávamos os mesmos interesses. Mas tem em mente isto, normalmente não tenho relações com os meus subs masculinos. Não estou a procura de…
- Não a queria ofender, não era essa a intenção…
- Não ofendeste, não te preocupes, seja como for pode ser que venhas a ter umas surpresas, algo que não estás a contar… Diz ela sorrindo.
Após mais uns minutes de conversa a [u]Domme[/u] recebe uma chamada e diz.
- Bem [u]sub[/u] seja como for, vou ter de ir. Daqui a uns dias falo contigo. Adeus.

Passado uns dias, [u]sub[/u] recebe uma mensagem com o seguinte texto:

Olá [u]sub[/u] se estás decidido a ir em frente com o que falamos vem ter a “quinta (local a designar)”, por volta das 15h30, não te atrases.


Chegando á “quinta (local designar)” (que fica um pouco afastada da aldeia mais próxima junto a uma estrada nacional), encontro o portão entreaberto com um envelope preso ao mesmo, abro o envelope e nele leio a seguinte mensagem:

Deves ter vindo com o teu automóvel, se seguires o caminho até a casa principal, verás a tua direita um parque coberto onde podes parquear a tua viatura, quando o fizeres, espera por mim junto a viatura que devo estar de volta ás 16h30 o mais tardar.
[u]Domme[/u]
P.S. Deixa o portão fechado e leva o envelope contigo
.”

Após executar o que estava indicado aproveito para observar o local onde me encontro, apercebo-me que é uma quinta não muito grande com três edifícios, a casa principal, um pequeno anexo, uma garagem e o pequeno parque para visitas e uma piscina que deve rondar os 40 a 60 metros quadrados. Todos os edifícios tem paredes brancas com janelas de madeira num castanho-escuro e portadas também de madeira na mesma cor, o telhado é de telhas pretas. A delimitar o espaço da quinta tem um muro de pedra com cerca de 1,80 a 2 metros de altura com arame farpado no topo a toda a volta e pintado de branco, o portão de acesso é de ferro pintado também de castanho-escuro, Tudo isto passa-se a uma sexta de tarde no Outono, uma tarde daquelas em que ora chove ora faz sol.

Cerca das 16h30, ouço uma viatura a aproximar-se parando junto ao portão, passado alguns segundos o condutor da viatura buzina algumas vezes, o que me deixa intrigado, motivo pelo qual aproximo-me e vejo que o condutor é a [u]Domme[/u], que me faz sinal para abrir o portão, o que faço rapidamente, ao passar por mim, abre a janela da viatura e diz-me “fecha o portão e vem ter á garagem”. Após fechar o portão dirijo-me para a garagem e ela apenas diz “segue-me”, o que faço sem questionar. Dirigimo-nos para a casa principal onde ao entrar no hall de entrada a [u]Domme[/u] ordena-me que coloque tudo o que trago num pequeno cesto, o que cumpro deixando no cesto: o telemóvel (desligo-o), a carteira, o relógio, os óculos de sol e as chaves do carro e de casa.
- Muito bem, não te preocupes. Que, quando saíres, tens tudo a tua disposição.
- Sim Senhora.
- Muito bem, segue-me.
Ao segui-la vou tendo uma visita guiada ao andar térreo da casa, ficando a saber onde fica a sala de estar, sala de jantar, cozinha, lavandaria, arrumos, casa de banho comum, paramos junto a uma porta que se encontra fechada.
- Este será por o teu quarto, é pequeno tens apenas alguns metros quadrados e este será o teu espaço, Repara que encontra-se limpo e assim deverás manter.
- Sim Senhora.
Reparo que o quarto não tem janelas, o único acesso é a porta por onde entrei, um dos cantos junto ao tecto reparo que está colocada uma pequena camera de vigilância, de resto o quarto está desprovido de mobília, exceptuando uma cadeira que também se encontra a um canto do quarto tendo apenas alguns cobertores e uma almofada juntamente com uma caixa, tudo dobrado e empilhado na cadeira, a única forma de iluminação é uma lâmpada no tecto em que o interruptor fica da parte de fora do quarto.
- Quando eu sair, abre a caixa e segue as instruções que te deixo escritas, volto daqui a 30 minutos.
- Sim Senhora.
A [u]Domme[/u] ao sair tranca a porta. Abro a caixa onde encontro uma lingerie, uma farda de criada, uns sapatos com um pequeno tacão, uma gag, umas algemas duplas (pulsos/tornozelos), uma venda, um bloco de notas e uma caneta, junto encontro um bilhete que diz:

Penso que agora percebes finalmente o que eu queria dizer com outros trabalhos, uma das personagens que irás interpretar será a de uma criada, ou seja a Minha Criada. Por agora quero que vistas a lingerie, a farda e calces os sapatos, deixa as algemas, a gag e a venda de lado. Estende um dos cobertores no chão a um dos cantos, coloca a almofada e deixa os outros dois cobertores dobrados aos pés deste. Quero que uses o bloco para descrever o teu dia a dia cá na quinta, mas quero que comeces pelo início, ou seja como nos conhecemos, as conversas que trocamos aquele encontro no café, poderás e deverás usa-lo para tomar notas das ordens que dou, deverás arranjar forma de o teres sempre contigo, para alem do que te indiquei poderás também escrever e/ou desenhares o que quiseres. Usa-o como um diário, ao qual apenas tu terás acesso.
[u]Domme[/u]
P.S. A camera é o meio que tenho para saber o que fazes quando não estás na minha presença.




A continuar….


subJimi